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Referencia ISSN:0874-0283

 

 

 

ARTIGO DE INVESTIGAÇAO

 

 

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Crenças e Atitudes acerca das doenças e dos doentes mentais. Contributos para o estudo das representações sociais da loucura

Luís Manuel de Jesus Loureiro,* Carlos Augusto Amaral Dias,** Rui Oliveira Aragão***
*Professor Adjunto da ESEnfC. **Professor Catedrático da FPCE da Universidade de Coimbra. ***Professor Auxiliar do Instituto Superior de Psicologia Aplicada

Recebido para publicação em 19.12.07
Aceite para publicação em 26.09.08

Referencia 2008 dic II(8):33-44

 

 

 

Cómo citar este documento

Loureiro, Luís Manuel de Jesus; Dias, Carlos Augusto Amaral; Aragão, Rui Oliveira. Crenças e Atitudes acerca das doenças e dos doentes mentais. Contributos para o estudo das representações sociais da loucura. Referencia 2008 dic;II(8). Disponible en <https://www.index-f.com/referencia/2008/8-3344.php> Consultado el

 

Resumo

As recentes mudanças protagonizadas ao nível das políticas de saúde mental e psiquiátrica, visíveis nos diferentes relatórios nacionais e internacionais (OMS, 2001; CE, 2005; CNRSSM, 2007), reconhecem o estigma e discriminação associados às doenças mentais, perpetuadas em estereótipos como perigosidade, imprevisibilidade e incurabilidade. Partindo destas inquietações foi desenvolvido o presente estudo com objectivos de avaliar crenças e atitudes perante os doentes mentais e analisar o contributo das determinantes sócio demográficas e das crenças nessas atitudes.
Este estudo (descritivo-correlacional) foi realizado com uma amostra de 834 indivíduos, adultos residentes em quatro freguesias de Penacova. Os instrumentos de colheita de dados foram: Questionário sócio-demográfico; Opinions About Mental Illness Scale – OMIS, (Cohen & Struening, 1962; 1963; Oliveira, 2005); Inventário de Crenças acerca da Doença Mental – ICDM (Loureiro, E.; Dias, C. & Ferreira. P, 2006); Questionário de causas da doença mental – QCDM, construído pelos autores deste estudo.
Os resultados acerca das crenças e atitudes perante os doentes e as doenças mentais mostram um nível de aceitação e tolerância elevados, ainda que escoltadas por mitos como incurabilidade e perigosidade. As análises estatísticas mostram, por um lado que as atitudes mais autoritárias estão sobretudo associadas às crenças na incurabilidade e perigosidade, por outro que as atitudes mais benevolentes e tolerantes estão associadas a uma maior reconhecimento da doença, inclusive a sua condição médica.
Conclui-se pois que, independentemente da distância entre o pensado e o agido sobre a doença mental, e da desejabilidade social natural neste tipo de estudos, os resultados indiciam uma mudança positiva no modo de encarar estes problemas, ainda que ancorados nos estereótipos da incurabilidade e da perigosidade.
Palavras chave: transtornos mentais, atitude, crenças, representações sociais.


Abstract
Beliefs and Attitudes toward mental ill and illness. Contributions for the Study of social representations of madness

The recent changes carried out to the level of mental and psychiatric health politics, visible in international and national different reports (OMS, 2001; CE, 2005; NCRMHS, 2007) recognize the stigma and discrimination associated to mental illness, perpetuated in stereotypes like dangerousness, unpredictable’s and incurability. Leaving from these fidgets the present study was developed having as goals to, evaluate beliefs and attitudes toward mental ill and illness and analyze contribute of socio-demographic determinants and beliefs in this attitudes.
This study (descriptive-correlational) was carried out a sample of 834 individuals, adults and residents in four parishes of Penacova. The instruments of data collection were: a socio-demographic questionnaire; Opinions About Mental Illness Scale - OMIS, (Cohen & Struening, 1962; 1963; Brockington et al., 1993; Oliveira, 2005); Mental Illness Beliefs Inventory (MIBY) - Loureiro et al., 2006); Questionnaire of Mental Illness causes – QMDC, elaborate by the authors of the study. 
The results about beliefs and attitudes toward mental ill and illness show a high degree of acceptance and tolerance, despite escorted for myths as incurability and dangerousness. The statistical analyses show, on the one hand, that the most authoritarian attitudes are to the beliefs in the incurability and dangerousness, for the other that the most tolerant and benevolent attitudes are associated to a bigger recognition of the illness, including its medical condition.
Thus, we concluded that, besides, the distance between thought and action about mental illness, the social desirability natural in this kind of studies, the results charge a positive shifting in the way of facing these problems, although they are anchored in stereotypes like incurability and dangerousness.
Key-words: mental disorders, attitude, beliefs, social representations.
 

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