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Texto & Contexto. ISSN:0104-0707

 

 

 

ARTIGO ORIGINAL

 

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Motivos que levam os serviços de saúde a não permitirem acompanhante de parto: discursos de enfermeiros

Odaléa Maria Brüggemann,1 Erika Simas Ebsen,2 Maria Emilia de Oliveira,3 Marina Kuchiniski Gorayeb,4 Romana Raquel Ebele5
1Doutora em Tocoginecologia. Docente do Departamento de Enfermagem e do Programa de Pós-Graduação em Enfermagem (PEN) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Santa Catarina, Brasil. Pesquisadora CNPq. 2Mestranda do PEN/UFSC. Bolsista CNPq. Santa Catarina, Brasil. 3Doutora em Enfermagem. Docente aposentada do Departamento de Enfermagem da UFSC. Santa Catarina, Brasil. 4Estudante do Curso de Graduação em Enfermagem da UFSC. Bolsista PIBIC/CNPq 2013/1. Santa Catarina, Brasil. 5Estudante do Curso de Graduação em Enfermagem da UFSC. Bolsista PIBIC/CNPq 2013/2. Santa Catarina, Brasil

Recebido: 04 de Outubro de 2013
Aprovado: 03 de Abril de 2014

Texto Contexto Enferm 23(2): 270-277

 

 

 

Cómo citar este documento

Brüggemann, Odaléa Maria; Ebsen, Erika Simas; Oliveira, Maria Emilia de; Gorayeb, Marina Kuchiniski; Ebele, Romana Raquel. Motivos que levam os serviços de saúde a não permitirem acompanhante de parto: discursos de enfermeiros. Texto Contexto Enferm, abr-jun 2014, 23(2). Disponible en <http://www.index-f.com/textocontexto/2014/23205.php> Consultado el

 

Resumo

Pesquisa qualitativa, que objetivou compreender os motivos que levam os serviços de saúde de Santa Catarina a não permitirem a presença do acompanhante de escolha da mulher no processo parturitivo. Os dados foram coletados de setembro de 2011 a janeiro de 2012, por meio de entrevistas semiestruturadas com 12 enfermeiros responsáveis pelos centros obstétricos dos serviços que não permitiam ou permitiam às vezes o acompanhante. As entrevistas foram analisadas segundo o método do Discurso do Sujeito Coletivo, emergindo três temas: os profissionais são resistentes à presença do acompanhante; falta de estrutura física, recursos humanos e materiais; e a instituição é resistente na implementação da Lei do Acompanhante. Os discursos demonstram que o impedimento da presença do acompanhante está relacionado, principalmente, à decisão dos profissionais e com a inadequação da estrutura organizacional, requerendo mudanças na atitude da equipe, apoio institucional e estratégias de gestão que valorizem o apoio pelo acompanhante de escolha da mulher.
Palavras chave: Parto humanizado/ Apoio social/ Direitos do paciente/ Enfermagem obstétrica/ Saúde da mulher.
 

Abstract
Reasons which lead the health services not to allow the presence of the birth companion: nurses' discourses

This qualitative research aimed to investigate the reasons the health services of Santa Catarina, Brazil, do not allow the presence of the birth partner of choice of women in the birthing process. The data were collected from September 2011 to January 2012 through semi-structured interviews with 12 nurses responsible for obstetric centers which did not permit, or permitted sometimes, the presence of the birth companion. The interviews were analyzed using the Discourse of the Collective Subject, in which three themes emerged: professionals' resistance to the presence of the companion; lack of physical infrastructure and human and material resources; and the institution's resistance to implementing the Companion's Law. The discourses show that impeding the presence of the companion is mainly related to the decision of the professionals and the inadequacy of the organizational structure. This requires changes in the attitude of the staff, institutional support, and management strategies to increase the support for the presence of the woman's companion of choice.
Key-words: Humanizing delivery/ Social support/ Patient Rights/ Obstetric nursing/ Women's Health.


Resumen
Motivos que llevan a los servicios de salud a no permitir al acompañante en el parto: discursos de enfermeros

Investigación cualitativa, que objetivó comprender los motivos que llevan a los servicios de salud de Santa Catarina, Brasil, a no permitir la presencia del acompañante elegido por la mujer en el parto. Los datos fueron recolectados de setiembre/2011 a enero/2012, por medio de entrevistas semiestructuradas con 12 enfermeros responsables por los centros obstétricos que no permitían o permitían algunas veces al acompañante. Las entrevistas fueron analizadas según la propuesta del Discurso del Sujeto Colectivo, emergiendo tres temas: los profesionales son resistentes a la presencia del acompañante; falta de estructura física, recursos humanos-materiales; falta de apoyo institucional para la implementación de la ley del acompañante. Los discursos demuestran que el no permiso del acompañante está relacionado principalmente con la decisión de los profesionales y con la inadecuada estructura organizacional, requiriendo cambios en la actitud del equipo, apoyo institucional y estrategias de gestión que valoricen el apoyo del acompañante elegido por la mujer.
Palabras clave: Parto humanizado/ Apoyo Social/ Derechos del Paciente/ Enfermería obstétrica/ Salud de la Mujer.
 

Referências

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