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Texto & Contexto. ISSN:0104-0707

 

 

 

ARTIGO ORIGINAL

 

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Participação familiar no tratamento da hipertensão arterial na perspectiva do doente*

Mayckel da Silva Barreto,1 Sonia Silva Marcon2
1
Mestre em Enfermagem. Professor Assistente do Departamento de Enfermagem da Fundação Faculdade de Filosofia Ciências e Letras de Mandaguari. Paraná, Brasil. E-mail: mayckelbar@gmail.com 2Doutora em Filosofia da Enfermagem. Professora Associado C do Departamento de Enfermagem da UEM. Paraná, Brasil. E-mail: soniasilva.marcon@gmail.com

Recebido em 20 de novembro de 2012
Aprovação final em 22 de maio de 2013

Texto Contexto Enferm 23(1): 38-46
*Extraído da dissertação - Não adesão à terapêutica medicamentosa em indivíduos com hipertensão arterial em Maringá, Paraná, apresentada ao Programa de Pós-Graduação em Enfermagem da Universidade Estadual de Maringá (UEM), em 2012

 

 

 

Cómo citar este documento

Barreto, Mayckel da Silva; Marcon, Sonia Silva. Participação familiar no tratamento da hipertensão arterial na perspectiva do doente. Texto Contexto Enferm, ene-mar 2014, 23(1). Disponible en <http://www.index-f.com/textocontexto/2014/23-038.php> Consultado el

 

Resumo

Neste estudo teve-se por objetivo compreender de que modo as pessoas com hipertensão arterial percebem a influência da família na adesão/não adesão ao tratamento. Pesquisa descritiva, de natureza qualitativa, realizada em Maringá-PR. Os dados foram coletados no domicílio de 18 indivíduos, em entrevista semiestruturada, durante os meses de janeiro e fevereiro de 2012. Os depoimentos foram submetidos à análise de conteúdo, modalidade temática. Com os achados apreendeu-se que, para algumas pessoas, a família foi o agente facilitador da adesão ao tratamento, ao incentivar as práticas de autocuidado. Quando tal situação não ocorria era porque os indivíduos se sentiam responsáveis pelo autocontrole da doença. Observou-se que a vivência de situações estressoras reduzia a prática do autocuidado e muitos não recebiam apoio familiar na proporção desejada. Conclui-se que alguns participantes deste estudo consideravam a família como facilitadora para a adesão ao tratamento da hipertensão arterial, contudo, outros careciam de apoio familiar.
Palavras chave: Hipertensão/ Relações familiares/ Terapêutica/ Rede social/ Enfermagem.
 

Abstract
Patient perspectives on family participation in the treatment of hypertension

This study aimed to understand how patients with hypertension perceive their family's influence on adherence and/ or non-adherence to treatment. This descriptive, qualitative research was carried out in the city of Maringá, in the Brazilian state of Paraná. Data were collected at the homes of 18 respondents through semi-structured interviews, during January and February 2012. The respondents' statements were submitted to thematic content analysis. The findings showed that for some patients, the family was a facilitating agent of adherence to treatment by encouraging self-care practices. When families were not perceived as such, it was because the patients felt responsible for self-control of the disease. It was observed that stressful situations reduced self-care practices, and many patients did not receive family support to the degree that they wanted. The study concludes that some participants regarded the family to be a facilitator of adherence to the treatment of hypertension; however, others lacked family support.
Key-words: Hypertension/ Family relationships/ Therapy/ Social network/ Nursing.
 

Resumen
Participación familiar en el tratamiento de la hipertensión arterial en la perspectiva del enfermo

Este estudio tuvo por objetivo comprender cómo las personas con hipertensión perciben la influencia de la familia en la adhesión/no adhesión al tratamiento. Estudio descriptivo, cualitativo realizado en Maringá-PR, Brasil. Los datos fueron recolectados en el domicilio de 18 individuos, por medio de entrevista abierta, durante los meses de enero y febrero de 2012. Los relatos fueron sometidos al análisis de contenido del tipo temático. Con los hallazgos se evidenció que la familia fue descrita como agente facilitador de la adhesión al tratamiento y estimuladora de la adopción de prácticas de autocuidado y cuando tal situación no ocurría era porque los individuos se sentían responsables por el control de la enfermedad. Se observó aun que muchos participantes no recibían apoyo familiar en la proporción deseada. Se concluye que los participantes en el estudio consideran a la familia como importante para la adherencia al tratamiento de la hipertensión, pero otros carecen de apoyo familiar.
Palabras clave: Hipertensión/ Relaciones familiares/ Terapéutica/ Red social/ Enfermería.
 

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