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Texto & Contexto. ISSN:0104-0707

 

 

 

REFLEXÃO

 

 

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Diretrizes curriculares de enfermagem: governando corpos de enfermeiras

Fernanda Niemeyer,1 Karen Schein da Silva,2 Maria Henriqueta Luce Kruse3
1
Mestre em Enfermagem. Rio Grande do Sul, Brasil. E-mail: fernandaniemeyer@yahoo.com.br. 2Mestre em Enfermagem. Enfermeira do Serviço de Enfermagem Médica do Hospital de Clínicas de Porto Alegre (HCPA). Rio Grande do Sul, Brasil. E-mail: karen.schein@gmail.com. 3Doutora em Enfermagem. Coordenadora do Grupo de Enfermagem do HCPA. Professora Associado da Escola de Enfermagem da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Rio Grande do Sul, Brasil. E-mail: kruse@uol.com.br

Recebido em 25 de janeiro de 2010
Aprovação final em 30 de junho de 2010

Texto Contexto Enferm 19(4): 767-773

 

 

 

Cómo citar este documento

Niemeyer, Fernanda; da Silva, Karen Schein; Kruse, Maria Henriqueta Luce. Diretrizes curriculares de enfermagem: governando corpos de enfermeiras. Texto Contexto Enferm, oct-dic 2010, 19(4). Disponible en <http://www.index-f.com/textocontexto/1910/19-767.php> Consultado el


Resumo

Diretrizes Curriculares objetivam a organização de cursos e carreiras para a constituição de identidades profissionais. Nesse sentido, as Diretrizes Curriculares Nacionais para o Ensino de Graduação em Enfermagem definem os fundamentos para a formação de enfermeiras no Brasil apontando para o tipo de conhecimento considerado importante na profissão. Nos apoiamos nos pressupostos da obra de Michel Foucault para realizar uma análise textual dos discursos veiculados pelas Diretrizes Curriculares de Enfermagem, problematizando-os como uma estratégia de governamento e subjetivação que atua sobre os corpos das futuras enfermeiras. As reflexões apontam para um documento que pode ser visto como um instrumento que pretende normalizar as alunas e constituí-las para que se tornem enfermeiras. Assim, é definido o perfil da "boa" e da "má" profissional, normalizando os corpos e suas atitudes, não as permitindo pensar e fazer de outro modo e instituindo um "regime de verdades" que produz certo tipo de enfermeira.
Palavras chave: Educação em enfermagem/ Discurso/ Papel do profissional de enfermagem/ Governo.


Abstract
Curricular directives for nursing: governing nurses' bodies

Curricular Directives aim to organize courses and careers towards establishing professional identities. In this sense, the National Curricular Directives for Undergraduate Nursing Education define the foundations for the education of nurses in Brazil, pointing out the knowledge considered important for the profession. We base ourselves on the presuppositions found in Michel Foucault's work to carry out a textual analysis of the discourses conveyed by the Curricular Directives for Nursing, questioning them as a strategy to govern and subjectivize that acts upon the bodies of future nurses. The reflections herein point towards a document that can be seen as an instrument that intends to normalize students and constitute them to become nurses. Thus, the profile of a "good" and a "bad" professional is defined, normalizing bodies and attitudes, not allowing them to think and create another way and instituting a "regime of truth" that produces a certain type of nurse.
Key-words: Nursing education/ Discourse/ Role of nursing professionals/ Government.


Resumen
Directrices curriculares de enfermería: gobernando cuerpos de enfermeras

Directrices Curriculares objetivan la organización de cursos y carreras para la constitución de identidades profesionales. En este sentido, las Directrices Curriculares Nacionales para la Enseñanza de Grado en Enfermería definen los fundamentos para la formación de enfermeras en el país, apuntando al tipo de conocimiento considerado importante en la profesión. Nos apoyamos en los presupuestos de la obra de Michel Foucault para realizar un análisis textual de los discursos difundidos por las Directrices Curriculares de Enfermería, problematizándolos como una estrategia de gobernar y de hacer subjetivo que actúa sobre los cuerpos de las futuras enfermeras. Las reflexiones apuntan a un documento que se puede ver como un instrumento que pretende normalizar a las alumnas y constituirlas para que se vuelvan enfermeras. Así se define el perfil de la "buena" y de la "mala" profesional, sistematizando los cuerpos y sus actitudes, sin permitirles que piensen y que hagan las cosas de otro modo e instituyendo un "régimen de verdades" que produce cierto tipo de enfermera.
Palabras clave: Educación en enfermería/ Discurso/ Papel del profesional de enfermería/ Gobierno.
 

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