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Referencia ISSN:0874-0283

 

 

 

ARTIGO DE INVESTIGAÇAO

 

 

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Vivências de pais de crianças internadas na Unidade de Cuidados Intensivos do Hospital Pediátrico de Coimbra

Cristina Guimarães Gomes,* Graça Paula Gil Trindade,** José Manuel Alves Fidalgo***
*Licenciada em Enfermagem. Especialista em Enfermagem de Saúde Infantil e Pediátrica. Mestranda em Gestão e Economia da Saúde na FEUC. Enfermeira nível 1 na Unidade de Cuidados Intensivos do Hospital Pediátrico de Coimbra, CHC-EPE. Colaboradora da UICISA-dE. [enf.crisgomes@gmail.com] **Licenciada em Enfermagem. Especialista em Enfermagem de Saúde Infantil e Pediátrica. Enfermeira Graduada na Unidade de Cuidados Intensivos do Hospital Pediátrico de Coimbra, CHC - EPE. ***Licenciado em Enfermagem. Especialista em Enfermagem de Saúde Infantil e Pediátrica. Enfermeiro Graduado na Unidade de Cuidados Intensivos do Hospital Pediátrico de Coimbra, CHC - EPE

Recebido para publicação em 03.03.09
Aceite para publicação em 10.12.09

Referencia 2009 mar II(9):105-116

 

 

 

Cómo citar este documento

Gomes, Cristina Guimarães; Trindade, Graça Paula Gil; Fidalgo, José Manuel Alves. Vivências de pais de crianças internadas na Unidade de Cuidados Intensivos do Hospital Pediátrico de Coimbra. Referencia 2009 dic;II(11). Disponible en <http://www.index-f.com/referencia/2009/11-105116.php> Consultado el

 

Resumo

Este estudo tem como objectivo conhecer as vivências de pais de crianças internadas na Unidade de Cuidados Intensivos do Hospital Pediátrico de Coimbra. Trata-se de um estudo qualitativo de nível I, exploratório-descritivo. A amostra foi constituída por 7 pais de crianças internadas no referido serviço e optámos pela entrevista como instrumento de colheita de dados. O tratamento de dados teve por base a técnica de análise de conteúdo segundo Manen (1990).
Face à discussão dos resultados verificamos que, perante a situação de doença e internamento dos filhos os pais reagiram com sentimentos de choque e recusa da realidade. No internamento foram frequentes sentimentos de desespero, revolta, tristeza, preocupação e culpa. As principais dificuldades relacionam-se com aspectos familiares, laborais e com condições de alojamento, enquanto que os constrangimentos se prendem essencialmente com técnicas invasivas, equipamento e ambiente. Quem mais apoiou os pais nesta fase foram os cônjuges e os enfermeiros. Para ultrapassar as dificuldades, os pais recorrem à espiritualidade, ao apoio familiar e ao contacto com outros pais. Todos os pais consideraram que o facto de estarem a acompanhar o filho foi muito importante para ambos e deram relevo à participação nos cuidados e à técnica de canguru. Relativamente à informação, os pais sentiram-se na generalidade satisfeitos, consideraram que foi suficiente e clara e valorizaram a comunicação não verbal e a comunicação entre pares.
Os enfermeiros envolvidos no processo de doença grave, desempenham um papel fundamental no conhecimento das vivências e dificuldades das famílias. A relação estabelecida entre o enfermeiro e a família da criança é um factor marcante no bom ajustamento à situação de internamento na Unidade de Cuidados Intensivos.
Palavras chave: Pais/ Experiência de vida/ Cuidados intensivos.


Abstract
Experiences of parents of children admitted to the Intensive Care Unit of Coimbra Pediatric Hospital

The objective of our study was to analyze the experiences of parents with children in an intensive care unit. This was a qualitative study at level I, i.e. exploratory-descriptive. The sample consisted of seven parents of children hospitalised in the study unit. We chose the interview as our data collecting instrument. The data analysis was based on the content analysis technique.
The analysis and interpretation of results allowed us to conclude that in the face of a child's disease and hospitalisation situation, parents reacted with shock and denial of reality. During the hospitalisation their most frequent feelings were despair, revulsion, concern and guilt. The major difficulties were related to family, work and accommodation conditions. The constraints were essentially related to invasive techniques, equipment and environment. The partner and nurses were the most supportive persons. The more used strategies were relying on spirituality, family support and contact with other parents. All parents considered that being with their child was very important to both parent and child. They highlighted their participation in the health care and the Kangaroo technique. With regard to information, they were satisfied and considered it sufficient and clear. They also valued the non-verbal communication and inter-peer communication.
Nurses involved in serious illness play a key role in understanding the experiences and difficulties of families. The relationship between the nurse and the family of the child is a significant factor in good adjustment to the situation of hospitalisation in a pediatric intensive care unit.
Key-words: Parents/ Life experiences/ Intensive care.
 

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