ENTRAR            

 


 

PARANINFO DIGITAL INDEX

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Ir a Sumario

Documento anterior

Documento siguiente

 

Enviar correo al autor

Sin Ttulo


Modalidad de presentación:
póster
Sección:
Cuchavira -protector de los enfermos-

 

REF.: P-004

Acreditação Hospitalar: a gestão da qualidade na assistência de enfermagem
Suzinara Beatriz Soares de Lima,1 Joséte Luzia Leite,2 Alocoque Lorenzini Erdmann,1 Adelina Giacomelli Prochnow,1 Vânia Marta Pradebon,3 Vera Regina Real Lima Garcia1
(1) UFSC. (2) UNIRIO. (3) HUSM/UFSM Universidade Federal de Santa Maria. Santa Maria - RS - Brasil

Correspondencia: Av. Liberdade, 535 - Patronato - CEP 97020-490 Santa Maria - RS - Brasil

Rev Paraninfo digital, 2009: 6

Cómo citar este documento
Lima, Suzinara Beatriz Soares de; Leite, Joséte Luzia; Erdmann, Alocoque Lorenzini; Prochnow, Adelina Giacomelli; Pradebon, Vânia Marta; Garcia, Vera Regina Real Lima.
Acreditação Hospitalar: a gestão da qualidade na assistência de enfermagem. Rev Paraninfo Digital, 2009; 6. Disponible en: <http://www.index-f.com/para/n6/p004.php> Consultado el 28 de Noviembre del 2020

RESUMO

Introdução: A assistência de enfermagem e a qualidade fundamentam-se em princípios técnico-científicos-filosóficos que os norteiam e se vinculam ao discurso da prática difundidos como manuais, artigos e outras publicações. Objetivos: identificar o significado apreendido na vivencia do enfermeiro na gestão da qualidade em enfermagem e na Acreditação Hospitalar; discutir, a partir do mundo vivencial, como interage o enfermeiro diante da gestão da qualidade no Pronto Socorro; desenvolver uma matrix  teórica relacionada às ações de enfermagem com a gestão da qualidade em enfermagem e a Acreditação Hospitalar. Metodologia: Pesquisa qualitativa com o referencial teórico-metodológico o Interacionismo Simbólico e a Teoria Fundamentada nos Dados. O estudo foi realizado no Pronto Socorro Adulto do Hospital Universitário de Santa Maria, Rio Grande do Sul/Brasil, com 12 enfermeiros por meio da entrevista semi-estruturada no ano de 2007. Resultados/Discussão: A matrix teórica formulada foi a gestão da qualidade na assistência de enfermagem: significação das ações no olhar da Acreditação Hospitalar no Pronto Socorro. O enfermeiro constrói a gestão da qualidade na assistência de enfermagem inserido no contexto ambiental e organizacional a partir da existência e do enfrentamento da realidade vivenciada com vistas à resolutividade da clientela assistida.
Palabras chave:
Enfermagem/ Gestão/ Qualidade.

Conclução principal. A pesquisa ressalta a compreensão de que a gestão da qualidade na enfermagem é muito mais ampla do que se imagina. Faz-se necessário pensar e refletir sobre a assistência de enfermagem, a partir das concepções apresentadas nesse estudo, como uma eterna busca por conhecimento no intuito de sobreviver às diferentes situações vividas na assistência de enfermagem. Assim, as evidências encontradas nos permitem redimensionar tempo para empreendimentos relacionados à busca de resultados de pesquisa que nos fornecem subsídios para a determinação das necessidades e das condutas do cuidar pautadas em melhores evidências científicas.


TEXTO COMPLETO

Introdução

    A enfermagem, enquanto cuida, deve atentar para a melhor prestação da assistência, direcionando suas ações para um cuidado que vislumbre a inteireza do ser humano, valorizando-o e voltando-se para a qualidade desse cuidado nas situações de desequilíbrio do processo saúde/doença. É necessário que a prática de enfermagem busque conhecimentos que possam contribuir para assistir o paciente além do biológico, possibilitando deste modo o seu exercício pleno na assistência globalizada de enfermagem.

Acredita-se que repensar a inserção da enfermagem na gestão1 da qualidade é condição necessária no mundo atual, com o intuito de rever novos papéis e campos de atuação na enfermagem.

Há uma preocupação com os modelos de avaliação da qualidade de serviços que estão sendo implementada, e como se adequar enquanto serviço público, carente de tantos recursos, a uma metodologia de avaliação centrada em itens de verificação fechados, mas de importância relevante na assistência à saúde da população. A enfermagem no cenário da gerência organiza o seu processo de trabalho, suas estratégias, com intuito de buscar novas alternativas de compreensão frente às demandas atuais. Demandas estas cada vez maiores e com necessidades diversificadas e complexas, na área da assistência a saúde.

A assistência de enfermagem e a qualidade fundamentam-se em princípios técnico-científico-filosóficos que os norteiam, e se vinculam ao discurso da prática difundidos como publicações ou produção intelectual utilizadas na formação e especialização profissional.

Nesta perspectiva, com a importância da enfermagem nas instituições de saúde, é necessário que os gestores de enfermagem estabeleçam parcerias nas instituições entre profissionais de saúde, gerência, prestadores de serviços de forma pactuada e que estejam habilitados para a liderança, desenvolvendo um trabalho coletivo, com decisões participativas. Estas parcerias podem ser vistas como uma administração em conjunto de todas as áreas, um sistema de educação permanente e outros recursos que possam vir a facilitar e a melhorar o setor saúde.

Atualmente, os vários hospitais estão preocupados não somente em tratar, mas também em oferecer qualidade de tratamento. Isso nos leva a aprofundar os estudos para atingir a qualidade da assistência prestada. Para Torres (2003), as rápidas mudanças na sociedade afetam a gestão do hospital, surgindo a necessidade de melhorar a cada dia seu atendimento, é necessário ser flexível e ágil para satisfazer os diversos interesses da sociedade, pois trata da organização de um serviço.

A enfermagem, atuando 24 horas por dia, é provedora de grande parcela dos cuidados na instituição hospitalar e está diretamente ligada à qualidade dos serviços prestados. O Serviço de Enfermagem, dentro do macrossistema hospitalar, interage em todas as áreas sob sua responsabilidade, de forma autônoma e inteirada e em co-responsabilidade com as outras áreas pela essência da assistência ao cliente. O Serviço de Enfermagem necessita de instrumentos na sua estrutura organizacional, tais como: regimento interno, organograma, sistemas de comunicação, técnicas e rotinas de enfermagem e sistemas de controle (Lima, 2003).

No Brasil, já há alguns anos, desenvolve-se instrumentos oficiais de avaliação de ranking das organizações hospitalares do Sistema Único de Saúde (SUS). Partindo-se de um conjunto de critérios que os hospitais devem preencher, a partir de padrões preestabelecidos, tendo por base a aplicação de conceitos e técnicas da qualidade total (Quinto Neto, 2000).

No que se refere à realidade do sistema de saúde, com referência aos serviços de urgência e emergência, corrobora-se com o autor acima mencionado, ratificando a realidade retratada, quando afirma que as pessoas não hesitam em buscar, nos serviços de pronto-socorro, a resposta para seus �problemas�2 agudos de saúde. O hospital, tomando como referência a pirâmide, apresenta distorções em relação à sua missão. Há um grande volume de atendimento realizado nos pronto-socorros que podem ser considerados de nível primário. Esta �invasão�3 nos serviços por todo e qualquer tipo de patologia resulta em grande estresse e desgaste dos trabalhadores de saúde, bem como desconforto para os usuários que aguardam longas horas para serem atendidos, de forma impessoal e rápida.

Assim, os serviços de urgência e emergência públicos apresentam-se desestruturados para oferecer o atendimento adequado à maior parte de sua demanda, tendo como resultado a superlotação, sempre comentado nos meios de comunicação, um número crescente de atendimentos que dão a impressão de que a população está sendo atendida em suas necessidades e uma inconformidade no dimensionamento de profissionais que atuam na área diante do cuidar, educar e administrar como dimensões que se apresentam na práxis em enfermagem. Como atender nesses serviços sem deixar de pensar na qualidade?

Na memória histórica da qualidade, Florence Nightingale (1820-1910) destaca-se como mobilizadora incipiente dos princípios e indicadores de qualidade. Foi através dos seus cálculos de taxas de mortalidade, da análise desses dados e da organização que vieram melhorias consideráveis na prática médica. Esses fatos lhe permitiram identificar padrões de assistência que levaram à melhoria da assistência prestada aos clientes na época. Observa-se, assim, a tentativa de estabelecimento de modelos de atendimento semelhantes ao processo de acreditação hoje em desenvolvimento (Murahovschi et al. 2003, Tronchin, Melleiro, Takahashi, 2005). Por isso, é considerada uma pioneira nos estudos e aplicações de qualidade em saúde.

 Lima (2003) entende qualidade como um processo que faz parte do resultado dos produtos, tornando adequado o serviço que a organização oferece. No caso da organização hospitalar, os produtos devem estar em consonância com a sua visão e a sua missão, sem esquecer os preceitos éticos que envolvem o ser humano, centro de sua atenção.

No que se refere à acreditação Lima (2003), define-a como um processo de verificação e validação periódica e voluntária da assistência ao indivíduo em uma organização prestadora de serviços de saúde. A acreditação, por ser um processo voluntário, depende dos profissionais que fazem parte da instituição, do engajamento no processo e da sensibilização dos trabalhadores, com o propósito de manter e garantir a qualidade dos serviços oferecidos.

O processo de Acreditação Hospitalar propõe a participação voluntária das instituições envolvidas com a saúde, estimulando-as a um comportamento saudável de procura da melhoria contínua da qualidade, criando positivamente a integração com a sociedade civil. Essa iniciativa deve seguir critérios básicos comuns. O processo é resultado de um conjunto de ações desenvolvidas e coordenadas pela Secretaria de Políticas de Saúde, utilizando como base o manual de Acreditação da Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS) (ONA, 2001).

Nesse sentido, vê-se a enfermagem dentro desse sistema hospitalar, onde sempre a ação é imediata, ou seja, a prioridade de aliviar imediatamente o sofrimento do cliente, o que muitas vezes acaba fugindo do planejamento. Há, também, na enfermagem, publicações na administração e gerência, mas poucos trabalhos na área da gestão da qualidade em enfermagem.

Diante dessa constatação, como saber se de forma oculta, atrás destas normas e formalidades, não se encontra uma influência da cultura, dos valores? Que relações, interações e associações estruturam a gestão da qualidade? Qual o espaço de relações do enfermeiro na gestão da qualidade?

Assim, buscou-se compreender o significado de um cuidado com qualidade de modo a construir um modelo teórico sobre este, em situações adversas, no caso o Pronto Socorro, tendo em vista a ação emergencial e as diversas problemáticas de enfermagem características deste local e os preceitos da Acreditação Hospitalar.

Tendo como objetivos:

-Identificar o significado apreendido na vivência do enfermeiro na gestão da qualidade em enfermagem e na Acreditação Hospitalar;
-Discutir, a partir do mundo vivencial, como interage o enfermeiro diante da gestão da qualidade no Pronto Socorro;
-Desenvolver uma matrix4 teórica relacionada às ações de enfermagem com a gestão da qualidade em enfermagem e a Acreditação Hospitalar.

A pesquisa também subsidia um avanço na discussão sobre a gestão da qualidade, possibilitando a ampliação do conhecimento na área da Gestão da Qualidade, considerando o número reduzido de estudos nesta temática no Brasil.

Na trilha do Interacionismo Simbólico à Acreditação Hospitalar

    Para subsidiar o estudo proposto, buscou-se sustentação teórica no Interacionismo Simbólico. Esse referencial orientou a pesquisa, na qual o pesquisador busca compreender a realidade e sua interação com a ação humana dentro de um contexto hospitalar singular, de significados sociais complexos. Nesse cenário, busca-se configurar o significado da assistência com qualidade, em especial a Acreditação Hospitalar, desenvolvido por enfermeiros do Pronto Socorro. Esses referenciais são apropriados, uma vez que ambos são utilizados para desvelar significados incutidos nas ações geradas a partir de situações e realidades que são vivenciadas pelo ser humano.

Interacionismo Simbólico

    Os objetivos do presente estudo demonstram uma preocupação em discutir questões concernentes à atuação do enfermeiro no cenário do PS, vivenciado pela ótica desses atores sociais. Assim, esse cenário, conforme ressaltado anteriormente, é foco de extrema atenção, em especial, no que concerne às relações sociais estabelecidas de modo a configurar o significado da assistência desenvolvido por profissionais de enfermagem. Assim, para a realização desta pesquisa, tornou-se necessária a opção por referenciais que atendessem aos anseios do objeto de estudo.

A fim de escolher um referencial que pudesse atender aos anseios da pesquisa, possibilitando a compreensão do significado da assistência prestada pelo enfermeiro como também, aos objetivos da pesquisadora, optou-se pelo Interacionismo Simbólico e pela Teoria Fundamentada nos Dados no caminho metodológico. Esses referenciais tornaram-se apropriados, uma vez que ambos são utilizados para desvelar significados incutidos em ações geradas a partir de situações/realidades vivenciadas pelo ser humano.

O Interacionismo Simbólico é um referencial teórico que possibilita a compreensão do significado que os seres humanos constroem a partir das interações que os mesmos estabelecem dentro de uma sociedade.

Desse modo, para haver cooperação entre seres humanos é necessário que alguns mecanismos estejam presentes de forma que cada ator individual possa entender as linhas de ação dos outros e que possa direcionar seu próprio comportamento a fim de acomodar-se àquelas linhas de ação. "O comportamento humano não é uma questão de resposta direta às atividades dos outros, mas envolve uma resposta às intenções dos outros..." (Haguette, 2005, p.27). Essas intenções são transmitidas por meio de gestos que se tornam simbólicos, ou seja, passíveis de serem interpretados e, quando os gestos assumem um sentido comum, podem ser designados de símbolos significantes.

Segundo Coulon (1995, p.21-22), o Interacionismo Simbólico possui cinco hipóteses, a saber: Primeira hipótese: vivemos num mundo simbólico e físico, o qual construímos cotidianamente através de significados atribuídos as nossas ações mediante símbolos. Segunda hipótese: pela existência e conhecimento dos símbolos utilizados em dado local, situação, podemos assumir o lugar do outro. Terceira hipótese: diz-se que pelo conhecimento da cultura de dada sociedade, pode-se prever o comportamento dos outros indivíduos. Quarta hipótese: os símbolos não são isolados e, por isso, fazem parte de um conjunto complexo de ações, diante do qual o indivíduo define seu papel. Quinta hipótese: o pensamento consiste num processo pelo qual soluções potenciais são examinadas pelo ponto de vista das vantagens e desvantagens do indivíduo tendo em vista seus valores.

 A perspectiva interacionista considera que grupos humanos são formados por pessoas comprometidas na ação. Esta, por sua vez, compreende as atividades desenvolvidas pelas pessoas, tanto para fins de relacionamento com os seus semelhantes, quanto para enfrentamento aos muitos embates na vida. Cabe ressaltar que a atuação do homem no mundo pode acontecer de forma isolada, coletiva, ou através de organizações ou grupos humanos.

Compreende-se hoje que, ao produzir conhecimento, o compromisso em apresentar resultados confiáveis não está empenhado, quando se privilegia o processo. O agir com flexibilidade e acreditar na relação sujeito/objeto, em suas múltiplas direções, são possibilidades também de entender a realidade.

Tecendo a rede da qualidade em saúde

    Merhy (1997), quando refere os movimentos de mudança dos serviços de saúde, a fim de torná-los eficazes na produção da assistência, significa intervir na micropolítica de organização do processo de trabalho, pressupondo uma reflexão sobre as vivências tidas nesse lugar, supondo que é possível aprender a partir da atividade de trabalho, do fazer cotidiano. O autor em outro ensaio (Id, 1999), reafirma que qualquer receita para a gestão em saúde terá de enfrentar a tensão constitutiva desta área, nos terrenos da política e do processo de trabalho, sendo que reconhece que a saúde é um território de práticas em permanente estruturação, ontologicamente conflitivo, conforme os sujeitos coletivos em cena.

Zanon (2001, p. 190) conceitua ferramentas como: �recursos técnicos utilizados dentro dos métodos aplicados: folha de verificação, estratificação,5 gráfico de Pareto,6 diagrama de causa e efeito, brainstorm".7

A qualidade aplicada às organizações hospitalares é algo instigante, capaz de provocar discussões teóricas e um desafio à sua aplicabilidade prática. Esse processo nos coloca diante de vários questionamentos, motivo pelo qual deve continuar a ser exaustivamente estudado, como forma de desenvolver modelos de gestão mais adaptados às peculiaridades e especificidades destas organizações, considerando a complexidade do seu ambiente institucional.

De acordo com Bittar (2004) a acreditação como um programa que distingue as organizações de saúde que são bem sucedidas nas avaliações. Destaca também que existe a certificação, que não é específica para instituições de saúde, mas que pode ser utilizada como uma opção de um programa de qualidade.

Entretanto, a aplicação de programas de qualidade, sob a ótica da eficiência de mercado, tem focalizado apenas aspectos instrumentais e analisado de forma reduzida o ambiente institucional das organizações, sobretudo, no setor público. Ao que parecem, as medidas intra-organizacionais dos programas de qualidade têm tido baixo impacto sobre os custos do setor saúde, entre outros, o que determina um alcance limitado dos programas neste sentido, quando não se observa o modelo de atenção como um todo. A superação desses problemas no sistema de saúde exige, sem dúvida, uma abordagem mais complexa em termos de política de saúde.

De acordo com a Organização Nacional de Acreditação (ONA), a busca por um modelo de avaliação de serviços de saúde mostrou que esta é uma atividade que pode ser realizada a partir de diferentes perspectivas e olhares. Aos olhares internos e externos, característicos dos sujeitos que estão dentro ou fora da organização a ser avaliada, somam-se olhares diretos e indiretos, ou seja, mediados ou não por indicadores. Também verifica-se que a atividade de avaliação de serviços de saúde não é, nem deve ser uma atribuição exclusiva do Estado. Mesmo dentro do Estado, esta atividade está distribuída em diferentes órgãos, cada qual com sua visão (ONA, 2003).

O hospital que possui o status de Acreditado demonstra credibilidade perante seus usuários e a comunidade em geral, já que a acreditação é um método de avaliação de todos os recursos disponíveis da organização hospitalar, voluntário, periódico e reservado, que tem por objetivo garantir a qualidade da assistência por meio de padrões predefinidos (Lima, 2006).

De acordo com o Instituto de Qualisa de Gestão (2003), a metodologia do Programa de Acreditação Hospitalar foi ajustada à situação estrutural da rede hospitalar brasileira, estabeleceu seu foco principal na segurança dos usuários e em um programa educacional progressivo de melhoria da qualidade. Atende, integralmente, a somatória das necessidades dos dirigentes de hospitais, dos compradores de serviços e usuários, adequando às necessidades de segurança no atendimento, da garantia da qualidade e do monitoramento detalhado das etapas de cada processo.

O modelo de Gestão proposto pelo Programa Brasileiro de Acreditação Hospitalar mostra-se um importante Sistema de Gestão de Qualidade. Esse programa é reconhecido pelo Ministério da Saúde como importante estratégia para contribuir no aprimoramento e na consolidação do SUS, a partir da reorientação da assistência à saúde. O enfermeiro, trabalhador da organização hospitalar, que, estando inserido neste contexto, tem condições de mobilizar a organização para a resolução das dificuldades enfrentadas em seu cotidiano.

Metodologia

    Para atender às questões norteadoras e aos objetivos propostos por este estudo, será utilizada a abordagem qualitativa. A fim de atender aos objetivos do estudo foi elencado como referencial teórico o Interacionismo Simbólico e como metodológico a Teoria Fundamentada nos Dados, por acreditar que esses norteiam a busca da compreensão dos enfermeiros no que se refere à gestão da qualidade no PS.

George H. Mead (1973) apresentou um sistema de psicologia social, desenvolvendo-os desde 1900 na Universidade de Chicago, no curso de Psicologia Social, onde se tornou amplamente conhecido e altamente influente. Em sua obra Espíritu, persona y sociedad, está o impacto de suas idéias sobre os seus discípulos, sendo que para muitos dos seus ouvintes, as opiniões de Mead cumpriram a função de orientação para a vida intelectual. Mead publicou muitos trabalhos no campo da psicologia social, mas nunca sistematizou uma forma mais ampla de sua posição e dos resultados obtidos. Nas obras de Mead publicadas estão principalmente as notas de estudantes do curso e resumos de outras notas semelhantes e manuscritos deixados por Mead.

O Interacionismo Simbólico tem em Herbert Blumer seu autor seminal, que, em 1937, atribuiu à sua abordagem o nome de �Interacionismo Simbólico�. A concepção interacionista de Blumer fundamenta-se no princípio de que o comportamento humano é auto-dirigido e observável em dois sentidos: o simbólico e o relacional. Para os interacionistas, a vida social constitui uma espécie de consenso que propicia um processo de inter-relações e de interpretações de significados compartilhados por um grupo ou comunidade que poderão ao mesmo tempo manipular, redefinir e modificar seus sentidos. Assim, qualquer ser humano, realizando as tarefas mais elementares, planeja e dirige suas ações em relações aos outros, confere-lhes sentido, cria e produz significados sobre os objetos que utiliza para realizar seus planos (Minayo, 2007).

Minayo (2007) refere que, do ponto de vista metodológico, os interacionistas enfatizam que os símbolos e a interação devem ser os principais elementos a se aprender na investigação; símbolos, significados e definições são construídos pelos atores sociais e; é preciso, portanto, apreender e compreender a natureza reflexiva dos sujeitos pesquisados.

Esta pesquisa trata de um estudo descritivo no qual interpreta-se a vivência do enfermeiro e sua influência na qualidade, procurando o significado das práticas, a partir das ações e observação do contexto social em que eles atuam. Assim, por intermédio do referencial eleito, vislumbra debater interfaces até então desconhecidas no processo de gestão da qualidade em enfermagem.

Crê-se que o estudo torne-se fomento e motivador de uma análise singular de futuras inovações na gestão da qualidade em enfermagem.

A Teoria Fundamentada nos Dados

    A Teoria Fundamentada nos Dados (TFD) provê ferramentas que comportam explorar a riqueza e a diversidade da experiência humana, primando pela geração de novos conhecimentos.

A �Grounded Theory� ou Teoria Fundamentada nos Dados, como foi traduzida para o português, visa a compreender a realidade a partir da percepção ou �significado� que certo contexto ou objeto tem para a pessoa, gerando conhecimentos, aumentando a compreensão e proporcionando um guia significativo para a ação (Straus, Corbin, 2002, p.14).

Cassiani; Caliri e Pelá (1996, p.76) referem que a mesma insere-se na classificação das pesquisas interpretativas, como uma variante do Interacionismo Simbólico ao lado dos estudos etnográficos. A TFD foi desenvolvida pelos sociólogos americanos, Barney Glaser e Anselm Strauss, no início da década de 60, sendo utilizada para gerar teorias de pequeno e médio porte visto que estão fundamentadas em observações do mundo real.

Strauss e Corbin (2002) corroboram que a TFD busca acrescentar outras perspectivas ou explicações para o objeto em estudo, com o objetivo de identificar, desenvolver e relacionar conceitos, características essas próprias de toda teoria. As teorias podem ser elaboradas a partir do raciocínio indutivo e dedutivo ou pela combinação de ambos, como é o caso da TFD, conforme explicação de Cassiani (1994, p.54) que, juntamente com Lacerda (2000, p.38) e Strauss e Corbin (1990, p. 253), apontam algumas diferenças dessa abordagem em relação a outras metodologias, que são:

-A revisão de literatura não é o passo inicial do processo de pesquisa; ao contrário, é a teoria que emerge da coleta e análise dos dados que direciona o pesquisador a obter mais dados também na literatura;
-As hipóteses não são criadas antes de o investigador iniciar a coleta de dados; dizem respeito a relações conceituais, relação entre categorias que vão sendo formuladas no processo de coleta e análise dos dados;
-Ao invés de seguir passos lineares, o pesquisador examina os dados assim que são obtidos e inicia a codificação, categorização, conceitualização e escreve suas primeiras reflexões, logo no início do estudo;
-O método é circular permitindo ao pesquisador mudar o foco de atenção e buscar outra direção, revelada pelos novos dados que vão entrando em cena.

Os autores observam outro aspecto importante, que diferencia essa metodologia das demais, é o fato de a coleta e a análise dos dados ocorrerem simultaneamente. Tal procedimento é conhecido como comparação constante, pois é por meio desse movimento que é possível elaborar e aperfeiçoar categorias relevantes, que, a todo o momento, são comparadas aos achados obtidos desde o início da coleta, permitindo assim que elementos comuns e variações possam ser determinados.

A análise se desenvolveu simultaneamente para a codificação aberta em categorias, seguindo os critérios e procedimentos da Teoria Fundamentada nos Dados segundo Strauss & Corbin (2002). Este formato consta de quatro colunas:

1) Categoria,
2) Subcategoria,
3) Código,
4) Unidade Temática.

A coleta e o processo de análise

    Os sujeitos do estudo foram todos os enfermeiros pertencentes ao Pronto Socorro (PS) do HUSM, num total de 12 enfermeiros, todos pertencentes ao PS Adulto.

Foi utilizado o recurso de entrevista semi-estruturada, a partir de um roteiro descrito no Apêndice D, aplicadas aos enfermeiros do Pronto Socorro do HUSM nos meses de agosto e setembro de 2007, após a aprovação do Comitê de Ética e Pesquisa da UFSM. As entrevistas foram gravadas em fita magnética e, após, transcritas e validadas com a assinatura/rubrica dos sujeitos.

Quanto às considerações éticas, foram seguidas as recomendações da Resolução nº 196/96, do Conselho Nacional de Saúde. Foi encaminhada solicitação para aprovação no Comitê de Ética em Pesquisa da UFSM. O consentimento livre e informado foi assinado pelas pessoas envolvidas na pesquisa. O projeto também foi encaminhado ao Conselho de Ensino e Pesquisa do Hospital Universitário para ser registrado e ao Comitê de Ética e Pesquisa da UFSM. Foi revisado e aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da UFSM com o número 23081.007412/2007-06.

Todos os entrevistados foram identificados por meio de codinomes escolhidos por eles próprios e quando isso não ocorreu o pesquisador escolheu o codinome no formato de E1, E2, E3... (Enfermeiro 1, Enfermeiro 2, Enfermeiro 3...), a fim de preservar a identidade da população pesquisada. Os codinomes escolhidos pelos enfermeiros foram: esmeralda I, coração, Juaro, Gil, esmeralda II. Os codinomes colocados pelo pesquisador foram: E1, E2, E3, E4, E5, E6 e E7.

Os dados foram coletados e analisados concomitantemente com vistas a uma saturação dos dados para posterior interpretação e conseqüente análise, na seguinte forma:

-Transcrição das entrevistas.
-Leitura e releitura das mesmas.
-Leitura de textos referentes à temática.
-Interpretação dos dados à luz dos referenciais adotados.
-Categorização dos dados.

A codificação é o processo central do desenvolvimento da TFD, ocorrendo o desmembramento dos dados, a comparação e a categorização. Assim sendo, a codificação aberta foi o primeiro passo no processo de separação, exame e comparação dos achados, partindo de dados brutos para dados codificados. Nesse momento foi utilizado a distribuição vertical do discurso dos entrevistados a fim de chegar a totalidade do processo de codificação.

Resultados

    A Matrix Teórica: a gestão da qualidade na assistência de enfermagem: significação das ações no olhar da Acreditação Hospitalar representa a teoria que se manifestou dos dados a partir da vivência do enfermeiro na gestão da qualidade no contexto do Pronto Socorro.

Em termos de processo de codificação,emergiram os grandes grupos temáticos, a saber:

1. Revelando-se profissional.
2. Descobrindo a expressão social.
3. Convivendo no universo organizativo do trabalho do Pronto Socorro.
4. Relacionando-se com o grupo.
5. Demonstrando sensibilidade humanística.
6. Reconhecendo o valor da tecnologia, suas possibilidades e seus condicionantes na assistência de enfermagem.
7. Valorizando a educação permanente.
8. Promovendo a qualidade.

Os enfermeiros revelam-se enquanto profissionais quando se reafirmam enquanto profissional, ou seja, reconhecem-se como indispensáveis aos serviços de saúde e como parte importante no processo de qualidade. Quando atuam profissionalmente revelam sua capacidade técnica e suas habilidades que são estratégias para uma assistência de qualidade. Ao aperfeiçoarem-se enquanto profissional buscam ampliar o conhecimento, a fim de qualificarem-se com o objetivo de uma assistência de qualidade ao paciente. Ao buscar o conhecimento este enfermeiro luta pela sua autonomia, no ensejo de participar das tomadas de decisões sobre as diretrizes da unidade de serviço onde atua.

Quando no trabalho do cotidiano ele torna-se ponto de referencia para os pacientes, tornando-se enfermeiro ao vivenciar situações desafiadoras, pois ele acompanha e sabe de toda a evolução dos pacientes que estão sob seus cuidados. Os enfermeiros percebem a sua responsabilidade ao gerenciarem o grupo de trabalho, ao interagir e relacionarem-se no desenvolvimento da assistência ao paciente. Durante o seu relacionamento com o grupo o enfermeiro toma as decisões, pois é necessário gerenciar, quer sua unidade ou seu turno de trabalho. Assim, os enfermeiros lutam pela participação nas decisões relativas à organização do Pronto Socorro em busca de uma assistência de qualidade.

Ao buscar a expressão social o enfermeiro torna a dimensão da assistência essencial para a vida em sociedade. A contribuição que a enfermagem traz para sociedade é muito relevante, talvez por isso os enfermeiros referem a carência deste reconhecimento. Assim, foi possível visualizar neste estudo o quanto os profissionais carecem de maior reconhecimento, gostariam de ser mais valorizados pelo trabalho que realizam e pela qualidade com que o fazem. Também, colocam que para que haja sua valorização, esta deve iniciar por eles mesmos, pelos próprios colegas e pela instituição.

Ao conviver no universo organizativo do trabalho do Pronto Socorro o enfermeiro se vê frente a uma série de eventualidades advindas do contexto brasileiro e político da saúde.

O PS é um ambiente considerado estressante, pois é um trabalho que não pode ser medido nem pelo número de atendimentos nem pelo tipo de atendimentos, assim não há nenhum tipo de limitação, quer de número ou de assistência. Não se sabe que tipo de clientela vai chegar, que problemas de saúde vão aparecer, cada dia é um dia. O trabalho no PS é constituído a partir de uma dinâmica de trabalho, que por vezes pode ser danosa, mas é resultante de um contexto institucional que traz marcas de um sistema público de saúde, com vários espaços vazios, mas que admite, de algumas maneiras, que a enfermagem encontre criatividade nos caminhos que usam para dar conta das exigências da assistência e das suas próprias necessidades.

Ao relacionar-se com o grupo, a enfermagem desempenha seu papel de gerente, de coordenador de equipe. Ao mesmo tempo em que o gerencia, o enfermeiro trabalha em grupo, na divisão das tarefas e na consecução de objetivos. A assistência de enfermagem não é solitária, ela depende de outros profissionais também e, é contínua, sendo desenvolvida por várias equipes que assistem ao paciente no contexto da instituição. Reconhece-se o trabalho de grupo como elemento importante na assistência de qualidade ao paciente, conduzindo da melhor maneira possível os conflitos que possam vir a acontecer. Ao integrar-se ao grupo, podemos ser capazes de motivar ou não o grupo no desempenho da assistência de enfermagem, dependendo de nossa capacidade.

Ao demonstrar sensibilidade humanística, os enfermeiros desenvolvem seu trabalho, mas não deixam de manifestar a preocupação para a assistência humanizada com o paciente, retomando os valores humanos como a valorização do outro, a ética, a dedicação, o amor, ser solidário para com o paciente e com a equipe. Percebe-se que as tecnologias se fazem necessárias neste ambiente de urgência e emergência, mas se aliadas a sensibilidade humana do enfermeiro, estas conseguem desempenhar um papel mais completo no cuidado integral e uma assistência de qualidade ao ser humano, objeto do processo de trabalho da enfermagem.

Ao reconhecer o valor da tecnologia, suas possibilidades e seus condicionantes na assistência de enfermagem, é perceptível que a tecnologia ameniza o trabalho na assistência de enfermagem do PS, pois a medida que se tem o material, não se tem o estresse de correr para pedir emprestado, com o intuito único muitas vezes de salvar a vida do paciente. Pode-se perceber que os respondentes valorizam o uso da tecnologia na medida em que ameniza o trabalho do PS lotado e qualifica a assistência de enfermagem.

Ao valorizar a educação permanente, percebe-se que o enfermeiro necessita ser capacitado e realiza a capacitação da equipe. Faz-se necessário que haja por parte da instituição uma educação permanente no que se refere à assistência prestada ao cliente, pois somente assim conseguiremos prestar uma assistência de qualidade, investindo nas pessoas que desempenham o papel de cuidar. Acredita-se que o processo de educação permanente, que envolve mais interação e interdisciplinaridade apresenta muito mais potência na modificação das práticas, no sentido da integralidade do SUS.

Ao promover a qualidade, o enfermeiro busca a perfeição do seu trabalho e a recuperação do paciente, objeto de trabalho da enfermagem. Os profissionais e as instituições estão em constante busca da qualidade e, os enfermeiros o fazem também. O trabalho sempre permeado no constante olhar para as realizações futuras, sempre se tem ou se busca algo impulsionador e motivador. Essa constante busca exige que as ações sejam realmente o que se aspira que seja, exige decisões e escolhas diante das possibilidades que se apresentam. O enfermeiro não só busca a qualidade, como também a promove quando organiza seu contexto de trabalho e presta cuidados de qualidade, pautados no respeito humano e da profissão.

Percebe-se que esses grupos temáticos, as ações dos enfermeiros estão ainda muito voltadas para o cuidado imediato, frente à demanda e ao contexto local próprios dos setores de emergência. Há de se perceber que o enfermeiro prioriza algumas situações e cuidados e não se distancia também da assistência direta ao cliente, realizando as ações necessárias, sem deixar de lado a parte administrativa inerente ao próprio serviço.

É possível verificar os principais fatores que se interpõem na interface enfermeiro-cliente-qualidade, que perpassam por dois grandes grupos: a instituição e o próprio profissional.

No que se refere à qualidade, e, em especial, à Acreditação Hospitalar há muito pouco entendimento destas em relação às ações de enfermagem. Se observar os critérios para se acreditar uma instituição hospitalar, em todos os níveis, em todas as unidades eles estão ligados e muitas vezes, centralizados na equipe de enfermagem. Há de se ver que a implementação da Sistematização da Assistência de Enfermagem é um grande passo para o acreditamento das instituições hospitalares, pois contempla muitos critérios dos instrumentos avaliadores. Faz-se necessário que se inicie um processo de implementação da SAE, que é próprio da enfermagem, antes que se descubra por outros métodos a sua necessidade dentro das instituições de saúde.

Conclusão

    Por fim, cabe dizer que, a partir desta pesquisa, foi possível dizer que: o enfermeiro constrói a gestão da qualidade das ações de enfermagem inserido no contexto ambiental e organizacional a partir da existência e do enfrentamento da realidade vivenciada com vistas à resolutividade da clientela assistida.

Compreende-se a necessidade de repensar-se as práticas, valorizando o simbólico e os significados existentes no mundo em que existimos. Implica aceitar que o trabalho é um espaço de aprimoramento profissional, capaz de construir conhecimento, esquemas de mobilização dos conhecimentos e mecanismos de ação, diante do significado individual e coletivo da atuação do enfermeiro no Pronto Socorro.

É o enfermeiro a pessoa essencial ao processo, já que seu enfrentamento pode fazer a diferença para a apreensão dos conhecimentos novos e o curso do fenômeno na gestão da qualidade. Esse enfrentamento pressupõe uma compreensão que respeita as individualidades, singularidades e complexidades suas e da sua clientela.

Deste modo, o estudo enfatiza a compreensão de que a gestão da qualidade na enfermagem é mais ampla do que se imagina. Deve-se pensar e refletir sobre a assistência de enfermagem, a partir das concepções apresentadas nesse estudo, como uma eterna busca por conhecimentos a fim de sobreviver às diferentes situações vividas em torno do próprio eu.

Concluiu-se que o estudo construído estimula a busca de novas reflexões e novos horizontes, com o objetivo de alcançar a qualidade dos serviços da saúde e as estratégias que o serviço de enfermagem pode utilizar dentro da organização. Verificou-se que a possibilidade de mudança do cenário atual depende essencialmente da adoção de novos pressupostos para o sistema de acreditação, condizentes com as transformações sociais.

Acredita-se, no entanto, que, ao cuidar em enfermagem, necessitam-se muito mais do que a realização da técnica, do que a satisfação do cliente cuidado. É necessário compreender o processo de assistir com qualidade, de inserir-se nele e fazer parte dele enquanto seguimento do cuidado.

Referências

    Bittar, OJNV. Cultura & Qualidade em hospitais. In: Quinto Neto, A.; Bittar, OJNV. Hospitais: a administração da qualidade e acreditação de organizações complexas. Porto Alegre: Da Casa, 2004.
    Brasil, Ministério da Saúde. Brasília: Ministério da Saúde, Rio de Janeiro: FIOCRUZ, 2001.
    Cassiani, S de B. Buscando significado para o trabalho: o aperfeiçoamento profissional sob a perspectiva de enfermeiras. 1994. 225f. Tese (Doutorado em Enfermagem) - Escola de Enfermagem de Ribeirão preto, Universidade de São Paulo, São Paulo.
    Cassiani; CaliriI, MHL; Pelá, NTR. A teoria fundamentada nos dados como abordagem da pesquisa interpretativa. Rev. Latino-Am. enfermagem, Ribeirão Preto, 1996 dez; 4(3): 75-88.
    Coulon, A. A Escola de Chicago. São Paulo: Papirus, 1995.
    Haguette, TMF. Metodologias Qualitativas na Sociologia. 10ª. Ed. Petrópolis: Vozes, 2005.
    Lima, SBS de. Acreditação hospitalar: construção de uma proposta organizativa das ações de enfermagem no pronto-socorro de um hospital universitário. Florianópolis: UFSC, 2003, 159 p. Dissertação (Mestrado em Assistência de Enfermagem) Curso de Pós-Graduação da UFSC, 2003.
    Lima, SBS de; Erdmann, AL. A enfermagem no processo da acreditação hospitalar em um serviço de urgência e emergência. Acta Paul Enferm. 2006; 19(3): 271-8.
    Mead, GH. Espíritu, persona y sociedad: Desde el punto de vista del conductivismo social. Buenos Aires: Paidós, 1973.
    Merhy, EE. Em busca do tempo perdido: a micropolítica do trabalho vivo em saúde. In: Merhy, EE.; Onocko, R. (Org.), Agir em Saúde: um desafio para o público. São Paulo: Hucitec, 1997.
    Minayo, MCS. O desafio do conhecimento: pesquisa qualitativa em saúde. 9ª edição revista e aprimorada. São Paulo: Hucitec; 2006: p.10.
    Murahovschi, D. et al. Curso Talsa Multiplicadores. Em
Organização Nacional de Acreditação (ONA). The National System of Accreditation. Disponível em http://www.ona.org.br/noticias [Acessado em 29 agos. 2003].
    Quinto Neto, A. A busca da qualidade nas organizações de saúde. Editora Dacasa. Porto Alegre, 2000.
    SchiesariI, LMC & Kisil, M. A avaliação da qualidade nos hospitais brasileiros. Revista de Administração em Saúde. 2003 Jan-Mar; 5(18).
    Strauss, A; Corbin, J. Basics of qualitative research. Thousand Lae Oaks: Sage Publications, 1990.
    Strauss, A; Corbin, J. Bases de la investigación cualitativa. Técnicas y procedimientos para desarrollar la teoria fundamentada. Colombia: Editorial Universidad de Antioquia - Facultad de Enfermería de La Universidad de Antioquia, 2002.
    Torres, JF. A participação nas gerências do hospital universitário da Universidade Federal de Santa Catarina. Florianópolis: UFSC, 2003: 295p. Dissertação (Mestrado em Administração) Curso de Pós-Graduação da UFSC, 2003.
    Tronchin, DMR, Melleiro, MM, Takahashi, RT. A qualidade a avaliação dos serviços de saúde e de enfermagem. In: Kurgcgant, P. (org.). Gerenciamento em enfermagem. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2005: p.75-88.
    Zanon, U. Qualidade da Assistência Médico-Hospitalar: conceito, avaliação e discussão dos indicadores de qualidade. São Paulo: MEDSI, 2001.

Notas

1. Gestão é vista como um conjunto de atividades coordenadas para dirigir e controlar uma organização (NBR ISO 9000:2000).
De acordo com a NOB/96: Gestão é a atividade e a responsabilidade de dirigir um sistema de saúde (municipal, estadual ou nacional), mediante o exercício de funções de coordenação, articulação, negociação, planejamento, acompanhamento, controle, avaliação e auditoria. (BRASIL. NOB-SUS 01/96. Diário Oficial da União de 06 de novembro de 1996. Brasília, DF, 1996).
Gestão SUS (Brasil, 2003): A tendência é que os municípios assumam cada vez mais a responsabilidade pelo relacionamento com os prestadores de serviço, à medida que se habilitem às condições de gestão descentralizada do sistema. A Norma em vigor (NOAS/SUS 01/02), instituída pelo MS define duas condições de participação do município na gestão do SUS:
     (a) Gestão Plena da Atenção Básica Ampliada, pela qual o município se habilita a receber um montante definido em base per capita para o financiamento das ações de atenção básica, e
     (b) Gestão Plena do Sistema Municipal, pela qual o município recebe o total de recursos federais programados para o custeio da assistência em seu território.

2. Grifo do autor.

3. Grifo do autor.

4. A idéia de matrix conceitual ou matrix teórica é para não utilizar a palavra teoria ou modelo teórico.  Matrix é mais contemporâneo do que modelo.

5. Processo de divisão da população ou da amostra em subgrupos ou estratos.

6. É constituído por dois eixos paralelos; o da esquerda, com número absoluto de ocorrências, e o direito, com a percentagem de 0 a 100. No eixo horizontal, cada barra representa um estrato em relação ao total de ocorrências. Nogueira, L.C.L. Gerenciando pela Qualidade total na saúde. 2 ed. Editora Desenvolvimento Gerencial, Belo Horizonte, 1999.

7. Processo de geração de todas as soluções possíveis para um determinado problema. Pode ser estruturado e não estruturado. Périgo, G.B. Indicadores e ferramentas da qualidade. In: Mello, J.B. e Camargo M.O. Qualidade na Saúde. Best-Seller, São Paulo, 1998.

Principio de p᧩na
Comentarios


DEJA TU COMENTARIO     VER 0 COMENTARIOS

Normas y uso de comentarios


Hay un total de 0 comentarios


INTRODUCIR NUEVO COMENTARIO

Para enviar un comentario, rellene los campos situados debajo. Recuerde que es obligatorio indicar un nombre y un email para enviar su comentario (el email no sera visible en el comentario).

Nombre:
e-mail:
Comentario:

 
 

Pie Doc

 

RECURSOS CUIDEN

 

RECURSOS CIBERINDEX

 

FUNDACION INDEX

 

GRUPOS DE INVESTIGACION

 

CUIDEN
CUIDEN citación

REHIC Revistas incluidas
Como incluir documentos
Glosario de documentos periódicos
Glosario de documentos no periódicos
Certificar producción
 

 

Hemeroteca Cantárida
El Rincón del Investigador
Otras BDB
Campus FINDEX
Florence
Pro-AKADEMIA
Instrúye-T

 

¿Quiénes somos?
RICO Red de Centros Colaboradores
Convenios
Casa de Mágina
MINERVA Jóvenes investigadores
Publicaciones
Consultoría

 

INVESCOM Salud Comunitaria
LIC Laboratorio de Investigación Cualitativa
OEBE Observatorio de Enfermería Basada en la Evidencia
GED Investigación bibliométrica y documental
Grupo Aurora Mas de Investigación en Cuidados e Historia
FORESTOMA Living Lab Enfermería en Estomaterapia
CIBERE Consejo Iberoamericano de Editores de Revistas de Enfermería