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Modalidade d'apresentação: póster
Seção:
Comunicaciones libres

 

 

 

 

 

REF.: P-32
País: Brasil

Analise sistemática do cuidado de pessoas com HIV/AIDS: A construção de um modelo nacional
Joséte Luzia Leite, Suzinara Beatriz Soares de Lima, Janete Luzia Leite, Adelina Giacomelli Prochnow, Marluci Andrade Conceição Stipp, José Luíz Guedes dos Santos
Escola de Enfermagem Anna Nery/ Universidade federal do Rio de Janeiro, Brasil

Correspondência: Rua Haddock Lobo 300, Bloco III �Apto 206� Tijuca. CEP 20.260-142. Rio de Janeiro RJ (Brasil)

Rev Paraninfo digital, 2007: 1

 

Como citar este documento

Leite, Joséte Luzia; Soares de Lima, Suzinara Beatriz; Prochnow, Adelina Giacomelli; Leite, Janete Luzia; Stipp, Marluci Andrade Conceição; Guedes dos Santos, José Luíz. Analise sistemática do cuidado de pessoas com HIV/AIDS: A construção de um modelo nacional. Rev Paraninfo Digital, 2007; 1. Em: <http://www.index-f.com/para/n1/p032.php> Consultado o 11 de Agosto del 2022

RESUMO

A presente investigação faz parte da linha de pesquisa Modelos Assistenciais, Saber/Fazer e Paradigmas, que estuda as bases teóricas metodológicas do cuidado a clientes HIV/AIDS. Esta pesquisa visa analisar o cuidado de Enfermagem prestado aos clientes HIV/AIDS no Brasil, de 1982 a 2006. Surge o seguinte questionamento: Como é o cuidado prestado aos clientes com HIV/AIDS quando internados ou em acompanhamento ambulatorial em hospitais universitários? Objetivos:
Identificar o cuidado de enfermagem aos clientes com HIV/AIDS por Enfermeiras (os);
Analisar o cuidado prestado pelas enfermeiras (os) dos Hospitais pesquisados;
Construir em nível nacional, um modelo sistemático do cuidado prestado por enfermeiras (os) que desenvolvem assistência aos clientes com HIV/AIDS.
Metodología: Os referenciais teóricos pautam-se no �O problema epistemológico da complexidade� de Edgard Morin, e nas Políticas Públicas de Saúde do Ministério da Saúde - Brasil. Serão respeitados os preceitos éticos e legais inerentes à pesquisa com seres humanos da Resolução 196/96 do Ministério da Saúde. Os dados serão coletados e analisados até sua saturação, para interpretação e construção do modelo sistematizado de cuidado aos clientes HIV positivos, a partir das seguintes etapas: Transcrição/leitura das entrevistas, textos da temática, interpretação dos dados a luz dos referenciais e categorização das unidades.

Conclusión principal
-
Construção do modelo, em nível nacional, sistematizado de cuidado ao cliente com HIV/AIDS.
- Validação do modelo com protocolo idealizado por Leite, J.L.; Figueiredo, N.M.A.


TEXTO COMPLETO

Introdução

A presente investigação faz parte da linha de pesquisa Modelos Assistenciais, Saber/Fazer e Paradigmas do Diretório do Grupo de pesquisa do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) � Brasil, que agrega estudos sobre HIV/AIDS. Este grupo vem estudando e aprofundando as bases teóricas metodológicas do cuidado a pacientes HIV/AIDS em diferentes aspectos. Esta pesquisa, especificamente, visa analisar sistematicamente o cuidado de Enfermagem prestado aos pacientes HIV/AIDS desde o inicio da epidemia, no Brasil, até 2006.

Justifica-se, este estudo, devido aos resultados de pesquisas anteriores já concluídas com o apoio do CNPq, mostrando as alternativas de cuidado, as modificações epidemiológicas ocorridas na pandemia da Aids, bem como o impacto social por ela causado e, ainda para ampliar, sistematizar a construção desses conhecimentos. Ressaltamos também que este estudo, possivelmente, além de enriquecer o diretório do grupo de pesquisa sobre HIV/AIDS, por nós liderados, poderá desenvolver outras pesquisas, inclusive pesquisas clínicas, sobre o cuidado e sua importância. E por que a nível nacional? Porque, o Brasil sendo um país continente as diferenças regionais são grandes e importantes e, ainda, as muitas contradições que caracterizam a vida brasileira tornaram-se ainda mais impressionantes nas últimas décadas, como resultado de uma série de mudanças políticas e sociais.1

Inicialmente, esta síndrome era reconhecida como GRID (Gay-Related Immunodeficiency Síndrome), uma vez que neste primeiro momento da epidemia, esta morbidade era encontrada predominantemente em homossexuais masculinos.2 No entanto, logo se tornou claro que esta doença não estava confinada a um segmento da população, mas  disseminou-se, silenciosamente, entre outras populações de alto risco.2 Neste sentido, o termo GRID foi substituído por AIDS, que significa Síndrome da Imunodeficiência Adquirida, em virtude desse novo grupo de risco, os quais incluíam hemotransfusões, transmissão materno-infantil, hemofilia, ascendência haitiana e uso de drogas injetáveis. Em virtude de uma maior incidência neste novo grupo, esta síndrome recebera a alcunha de doença dos 4H (homossexuais, hemofílicos, haitianos e usuários de heroína).3

Em 1981 a secretária do Centers for Diseases Control (CDC), órgão do governo americano, estranhou ter recebido em pouco tempo vários pedidos do quimioterápico pentadimina para tratar Pneumocystis carini em homens jovens, notando também que os pedidos vinham da California. Alertados, os epidemiologistas investigaram o que estava acontecendo, produziram então um relatório sobre cinco casos de pneumonia e 26 casos de sarcoma de Kaposi.4

Ao completar 25 anos de existência cientificamente comprovada, a pandemia do HIV/AIDS já ceifou a vida de mais de 27 milhões de pessoas desde o seu surgimento e, apesar da tendência à estabilização em alguns países, o número de pessoas infectadas não pára de crescer. Somente no ano de 2006, ocorreram 4 milhões de novas infecções e 3 milhões de óbitos pelo HIV/AIDS. No Brasil, o Ministério da Saúde estima que haja 433.067 casos de AIDS no Brasil (20.162 casos novos em 2006), totalizando uma incidência que gira em torno de 20,7/1000.000 habitantes (15 homens para 10 mulheres). Até junho de 2006, foram relatados cerca de 205 mil óbitos.5

Em 2006, a AIDS causou cerca de 3 milhões de mortes -um número superior a qualquer outro ano precedente- 95% das quais estão localizadas nos países do Terceiro Mundo. Isto significa que se o advento da descoberta da terapia combinada realmente vem proporcionando uma redução significativa no número de mortes pela AIDS, as populações pobres do planeta não estão tendo acesso a esses medicamentos e não há indícios de que os países ricos estejam dispostos a fornecê-los.5

A Aids iniciou sua trajetória no Brasil no aflorar da década de 80, desde então o vírus HIV atinge não somente o sistema imunológico dos indivíduos que o portam no organismo, mas todo o contexto de vida dessas pessoas (relacional, emocional, profissional, familiar) e das pessoas que as rodeiam (amigos, profissionais de saúde,) e da própria sociedade. Assim, ser soropositivo para HIV é ao mesmo tempo traçar no corpo e na mente as marcas de uma doença socialmente repugnante.6,7

 Em 1982 surge uma doença cujo primeiro caso, no Brasil, foi detectado em São Paulo. Os sintomas apresentados por hemofílicos, homossexuais, usuários de drogas injetáveis e pacientes que receberam transfusões sanguíneas eram idênticos, por isso os pesquisadores denominaram de Acquireded Imunodeficiency Syndrome-Aids (Síndrome da Imunodefiência Adquirida). Em 1983, foi descoberto o agente etiológico da AIDS, o vírus foi isolado pelos pesquisadores Robert Gallo nos EUA e LUC Montagnier na França.6,7

Em maio de 1985, o Ministério da Saúde edita uma portaria com diretrizes para um programa de controle de Aids seguida do estabelecimento da Comissão Nacional de Combate à Aids, por meio da portaria 236 de 01/05/85 estabelecendo as primeiras diretrizes e normas para o enfrentamento da epidemia, no país, tornando obrigatório a testagem de todo sangue doado.  Neste ano fica claro que a Aids estava deixando de ser um fenômeno restrito aos chamados �grupos de risco� homossexuais masculinos, hemofílicos, usuários de drogas injetáveis e poli traumatizados para entrar no conjunto da população. Era cada vez maior o número de mulheres contaminadas e, através delas, crianças.4

Em 1986, o Comitê Internacional de Taxonomia dos Vírus recomendou o termo HIV (Vírus da Imunodeficiência Humana). Neste mesmo ano o FDA (Food Drug Administration) aprova a primeira droga antiretroviral (ARV) para tratamento da Aids: AZT(azidotimidina). E tornou-se obrigatório às secretarias de Saúde a notificação dos casos detectados.

Em 1987 é criada a Comissão Nacional de Aids do Ministério da Saúde, no entanto o Programa Nacional de Controle de Doenças Sexualmente Transmissíveis e Aids, que teria um papel chave no âmbito das ações de combate ao HIV/AIDS, só foi estabelecido em 1988. Do ponto de vista da adoção de medidas concretas de prevenção, a implementação de medidas efetivas de controle da transmissão transfusional só se deu em 1988, com a promulgação da lei que disciplinava a triagem sorológica nos bancos de sangue.

O período entre 1990 e 1992 foi marcado pela trajetória das políticas publicas para o HIV/AIDS. Nesse período inicia-se a distribuição, pelo Sistema Único de Saúde (SUS), da medicação anti retro viral, medida inicialmente tomada como forma de garantir a notificação de casos de Aids, uma vez que a distribuição era necessariamente vinculada á notificação do caso  ás autoridades sanitárias.

Um marco decisivo foi a assinatura, em 1993, do acordo com o Banco Mundial, que viabilizou um programa, denominado Projeto Aids, com vigência de 1994 a 1998, que determinou o rumo das políticas de enfrentamento da epidemia, incluindo, o aspecto da prevenção. Ao longo desse processo o Programa Nacional de Controle das Doenças Sexualmente Transmissíveis/AIDS (DST/AIDS) passou a ser denominado apenas programa nacional de DST e AIDS, e em junho de 1997 Coordenação Nacional de DST e Aids.

O Brasil é o único país do mundo que fornece todas as medicações anti retro virais (AVR) gratuitamente para qualquer paciente independente de classe social, sendo seu programa de controle e prevenção da AIDS  o melhor do mundo.

Tais questões são essenciais para início de reflexões acerca de um modelo de assistência ao paciente com HIV.8

 �Os modelos servem para facilitar o raciocínio dos conceitos e das relações existentes entre eles ou, ainda, para delinear o processo de assistência de enfermagem. (...). São representações do mundo vivido expressas verbalmente ou por meios de símbolos, esquemas, desenhos, gráficos, diagramas�.

Um modelo de cuidado consiste numa estratégia para a sistematização do cuidado aos portadores do HIV. Este modelo deve abarcar todos os momentos (fases) da síndrome, não apenas quando de sua instalação, mas principalmente no caráter preventivo. No Brasil, assim como na maioria dos países, as estratégias de prevenção têm-se baseado na tentativa de informar a população, em geral, e aos jovens, em particular, a respeito das possíveis formas de infecção pelo HIV, bem como na possibilidade de incentivar a prevenção a partir das práticas de sexo (mais) seguro ou do não compartilhamento de seringas e agulhas. Existem também programas específicos de prevenção em populações mais expostas ao risco de infecção, tais como entre os confinados em presídios, as trabalhadoras do sexo, os caminhoneiros.

É dentro deste contexto, onde a prevalência de casos de HIV permanece significativa concomitante com discriminação e preconceito desta clientela, que carecemos de um cuidado sistematizado. Neste sentido, o presente projeto tem como objeto de estudo o cuidado desenvolvido por enfermeiros (as) em hospitais universitários brasileiros aos pacientes com HIV/AIDS desde o inicio da epidemia. Busca-se o delineamento de um modelo de cuidado sistematizado que possibilite aos profissionais de saúde, em especial enfermeiros (as), estratégias para cuidá-lo que este poderá adaptar de acordo com o estado ou instituição no qual se encontra, para assistir estes pacientes de modo otimizado primando pelo respeito, competência, equidade, universalidade e resolutibilidade de suas necessidades sentidas e não sentidas.

Sobre Cuidado

 Em pleno século XXI, conquistas como o mapeamento de cromossomos viabilizando cura/tratamento de doenças, os medicamentos de última geração no combate a microorganismos multipotentes, a robótica otimizando/realizando procedimentos cirúrgicos, encontra-se o cuidado perpassando todos os passos dessa evolução, seja nos atos, nas atitudes, nos momentos de atenção, de zelo e de desvelo, representando a responsabilização e envolvimento afetivo com o outro, direta ou indiretamente. A palavra cuidado é derivada do antigo inglês carion e das palavras góticas kara/karon. Como substantivo, cuidado deriva-se de kara, que significa aflição, pesar, tristeza. Como verbo, cuidar deriva-se de carion, que significa �ter preocupação por�, ou �sentir uma inclinação ou preferência�, ou ainda, �respeitar/considerar� no sentido de ligação, de afeto, amor, carinho e simpatia.

O cuidado é evidenciado nas concepções teóricas da enfermagem desde Florence Nightingale as quais foram construídas embasadas por noções biologicista, humanísticas, de sistemas, e de natureza ou ecologia ou de ambiente de cuidado, iniciada na visão positivista, e evoluindo para a visão fenomenológica, dialética e pluralista ou de complexidade.

As teorias de enfermagem, que sustentam a prática do cuidado, marcam uma época e contribuíram para o reconhecimento da disciplina da enfermagem pelas bases filosóficas, científicas, políticas, e outras, construídas ao longo da sua história. Assim, em meio a todas essas descobertas, encontra-se o cuidado. Necessitamos de novas formas de cuidar, novos olhares sobre os fenômenos tácitos a fim de manterem-se técnicas e tecnologias emergentes, uma vez que o cuidar é a base da profissão de enfermagem.

O conhecimento teórico do cuidar iniciou, na enfermagem, na década de 50 com Madeleine Leininger, quando passou a defender as concepções de que o cuidado é uma necessidade humana essencial, e o cuidar é a essência da enfermagem e um modo de alcançar saúde, bem estar e a sobrevivência das culturas e da civilização Assim como esta teórica, outras enfermeiras também contribuíram e têm contribuído para a evolução de nossa profissão.

Pode-se dizer, no entanto, que a primeira grande teórica, exemplo e mito da enfermagem é Florence Nightingale que delineou os primeiros conceitos da profissão, desvelou caminhos da investigação científica enfatizando a observação sistemática como instrumento para realização do cuidado. Cabe ressaltar que Florence não se preocupou em definir o cuidar/cuidado, mas sim estabelecer os conceitos de saúde e ambiente, emergindo, desta forma, a Teoria Ambientalista. Ela foi a pioneira em propor e demonstrar os efeitos dos ambientes do cuidado na promoção da saúde das pessoas, estabelecendo-se como marco o início da Enfermagem Moderna.9

Tendo como base a experiência acumulada desde 1982, estudos desenvolvidos e as pesquisas já realizadas, campanhas de prevenção e promoção, outros estudos sobre diferentes formas de cuidar a nível ambulatorial e hospitalar no Hospital Universitário de nossas Universidades suscitaram vários questionamentos os quais resumem-se na seguinte questão norteadora: Como é o cuidado prestado aos pacientes com HIV/AIDS quando internados ou mesmo em acompanhamento ambulatorial, em hospitais universitários do Brasil?

Com vistas atender ao questionamento acerca do objeto de estudo, traçamos os seguintes objetivos:
- Identificar o cuidado de enfermagem aos pacientes com HIV/AIDS por Enfermeiras (os) de Hospitais Universitários do Brasil, no período de 1982 a 2006;
- Analisar o cuidado prestado pelas enfermeiras (os) dos Hospitais estudados;
- Estabelecer uma estrutura filosófica baseada nos referenciais teóricos (complexidade) e do sistema de cuidados; e
- Construir um modelo sistemático do cuidado prestado por enfermeiras (os) que desenvolvem assistência aos pacientes com HIV/AIDS em hospitais universitários brasileiros.

Referencial teórico-metodológico

Os referenciais teóricos desta pesquisa pautam-se em Edgard Morin, nas suas obras �Introdução ao pensamento complexo (1990)�10 e �O problema epistemológico da complexidade (1996)�,11 Erdmann (1996) na sua obra �Sistema de Cuidados de Enfermagem�12 e nas Políticas Públicas de Saúde (publicações da Coordenação Nacional de Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST) e Aids - Ministério da Saúde/Brasil).

O mundo é visto em revolução, regressão e em crise, vivendo tudo isso ao mesmo tempo, cujos ganhos estão num complexo de idéias críticas e não na evolução linear, no devir pré-programado ou no futuro automatizado. Ganhos que virão da junção entre a extrema inconsciência das necessidades espontâneas e a extrema consciência de um novo pensamento complexo.10-12

O sistema de cuidado de enfermagem passa pela visão abrangente e multifacetada do cuidado enquanto conteúdo ou essência da vida dos seres da natureza. O processo dinâmico, produtor e protetor da vida configurado ora por pequenos atos/momentos e ora como atividade básica da profissão de enfermagem, ora como um misto de atividades de saúde e ora como encadeamento de medidas assistenciais, administrativas e legais, ora situado num mundo concreto e nos limites de uma estrutura organizacional, ora transcendendo ao controle objetivo real e extrapolando até mesmo as políticas sociais e as vontades individuais.12

Metodologia

Trata-se de um estudo descritivo-exploratório com abordagem qualitativa. Esta se torna apropriada uma vez que oportuniza compreender/construir casos particulares como é o caso de cuidado de enfermagem em Aids.

Os cenários desta pesquisa são os 45 hospitais universitários brasileiros. E, os sujeitos do estudo serão selecionados de acordo com os seguintes critérios:
1. Ser enfermeiro (a);
2. Aceite em participar do estudo;
3. Ter experiência com pacientes HIV/AIDS de, pelo menos, 2 anos;
4. Trabalhar em algum dos hospitais universitários brasileiros, cenários desta pesquisa.

Com referência aos aspectos ético-legais, encaminharemos para cada Comitê de Ética dos quarenta e cinco (45) Hospitais Universitários, um documento solicitando a aprovação para o desenvolvimento da pesquisa. Sabemos que esta é uma condição imprescindível para o inicio da coleta de dados. O Comitê de Ética de cinco Hospitais já autorizou a pesquisa e os dados já estão sendo coletados e categorizadas nestes locais.

Mediante o aceite, os dados serão coletados da seguinte forma:
- Em se tratando da região Sul e Sudeste coletaremos os dados pessoalmente, através de entrevista aberta gravada em fita magnética.
- Para as regiões Nordeste, Centro-oeste e Norte será encaminhado a cada Hospital Universitário os instrumentos de coleta de dados solicitando às (aos) enfermeiras (os) destas instituições que desenvolvem atividades laborativas, preencham o questionário e façam o reenvio através de correio, fax ou eletronicamente, para os respectivos endereços aos quais serão informados através de documentação.

De modo a atender aos preceitos éticos e legais inerentes a pesquisa com seres humanos preconizado pela Resolução 196/96 do Ministério da Saúde-Brasil, será fornecido a cada participante um termo de consentimento livre e esclarecido de modo a informar-lhe sobre propósitos da pesquisa, bem como garantir seu anonimato.

Os dados serão coletados e analisados concomitantemente com vistas a uma saturação, para posterior interpretação e conseqüente construção do modelo sistematizado de cuidado aos pacientes HIV positivos.

Após análise do cuidado prestado pelas enfermeiras das instituições procederemos da seguinte forma:
- Transcrição das entrevistas
- Leitura e releitura das mesmas
- Leitura de textos referentes a temática
- Interpretação dos dados à luz dos referenciais adotados
- Categorização das unidades

Resultados esperados

Esperamos identificar os modelos existentes nos hospitais pesquisados, analisá-los e subsidiados pelo referencial teórico construiremos um modelo de cuidado para o paciente com HIV/AIDS. Este modelo contemplará o modelo de cuidado que será proposto para a utilização do mesmo nos Hospitais Universitários estudados e estendidos aos demais do país.

Parte-se da hipótese de que a progressão clinica dos indivíduos HIV/AIDS não será resolvida somente com a distribuição de antiretrovirais, mas esta estritamente ligada com  um modelo de atendimento em conjunto com outras medidas que promovam o acesso de pacientes a marcadores e exames laboratoriais de progressão da doença, medicamentos e disponibilidade de leitos hospitalares para internação.

Com esta pesquisa poderemos direcionar a assistência de enfermagem ao cuidado de pacientes HIV/AIDS, fornecendo subsídios para a elaboração e implementação da sistematização da assistência de enfermagem.

Referencias Bibliográficas

1. Parker, R. A Construção da Solidariedade: Aids, Sexualidade e Política no Brasil. Rio de Janeiro: Relume-Dumará: IMS, UERJ, 1994.
2. Quinn, TC. A pandemia mundial do HIV: lições do passado e vislumbres do futuro.  The Hopkins HIV Report, Rio de Janeiro, 2001; 13(1): 04-05.
3. Bartlett, John G. HIV: vinte anos. The Hopkins HIV Report, Rio de Janeiro, 2001; 13(4): 8-9.
4. Morais de Sá, CA. Costa, T. Corpo a corpo contra a AIDS. Rio de Janeiro: Revinter, 1994.
5. Brasil. Ministério da Saúde, PNDST/AIDS.  Le point sur l´épidémie de SIDA. Genève, dec., 2006.
6. Leite, JL; Dantas, CC; Souza, ECO; Fonseca, MJ; Johanson, L; Stipp, MAC. A atuação de enfermagem na epidemia de HIV/AIDS. In: Figueiredo, NMA. (coord.). Práticas de enfermagem: ensinando a cuidar em saúde pública. São Paulo: Difusão Paulista de Enfermagem, 2003.
7. Leite, JL; Dantas, CC; Johanson, L. A enfermagem e a reabilitação social de usuários de drogas e pessoas que vivem com HIV/AIDS. In: Figueiredo, NMA; Machado, WCA; Tonini, T. Cuidando de clientes com necessidades especiais, motoras e sociais. São Paulo: Difusão Paulista de Enfermagem, 2004.
8. Westphalen, MEA; Carraro, TE. Metodologia para a assistência de enfermagem: teorizações, modelos e subsídios para a prática. Goiânia: AB, 2001.
9. Carraro, TE. Enfermagem e assistência: resgatando Florence Nightingale. 2 ed. Goiânia: AB, 1997.
10. Morin, E. Introdução ao pensamento complexo. 2ª edição. Lisboa, Instituto Piaget, 1990.
11. Morin, E. O problema epistemológico da complexidade. 2ª edição. Lisboa, Publicações Europa-América, 1983.
12. Erdmann, AL. Sistemas de cuidados de enfermagem. Série teses em enfermagem. Pelotas: Enfermagem PEN/UFSC, 1996.

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